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21 maio, 2017

Não acredito na oração

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Eu não acredito na oração cuja expressão vocal não seja precedida e sucedida de consistente disposição de ser a expressão vocalizada.

Por que?

A palavra sobre caos iniciou um processo que criou o jardim, um coeso sistema de vida. E a palavra foi-nos dada para continuarmos manifestando aqui, agora e sempre, o poder criativo e criador da fonte de todas as coisas e seres. Mas, a palavra só é ato se envolta no Espírito - o sopro da vida, portanto, sendo dinâmica e dialogal com a existência, demandas, carências, potenciais da existência. Toda ela.

A palavra dissociada do Espírito é verbo acusatório, desagregador, perverso juiz, arma com fim único o assassinato - de sonhos, de esperanças, da existência.

Por isso, todas essas orações agora convocadas por Apóstolos, Bispos, Pastores e um sem número de gentes outras, pelo Brasil e para que o Brasil “seja do Senhor Jesus Cristo”, para mim são apenas palavras soltas, vazias, hipocrisia em sua mais dolorida e mal cheirosa demonstração.

Vocês, horripilantes líderes religiosos, vão à Esplanada e demais pontos simbólicos orar, mas nos seus templos agem vedando os olhos dos membros das congregações. Não lhes ensinam que o Deus da Bíblia fala e se move na História através de mulheres e homens de todas as tribos, raças e nações que se dispõem ao exercício do resgate do jardim, exemplo de sistema de interação social que nos foi dado para construirmos as nossas relações. Todas.

Vocês gritam e nos gritos zombam da Palavra, o Cristo, Verbo que se fez carne e habitou entre nós para nos mostrar que a Sua glória estava (e permanece) no perceber, acolher, agir pelas dores de todos os que sofrem. Todos.

Vocês, horripilantes líderes religiosos, vão à Esplanada e demais pontos simbólicos orar, mas nos seus templos agem amordaçando os lábios dos membros das congregações ao sinal de menor sussurro contra a ditadura da autoridade espiritual, essa falácia, esse engodo, ESSA MENTIRA que vocês criaram para fazerem orgia com os pequenos poderes, sob vestes sacerdotais.

Essas orações são podres e cheiram mal, porque a mentira é assim, podre e cheira mal e esses atos não passam de mentiras.

Mente você que ora pelo Brasil sem corrupção, mas no seu cotidiano faz, desde os jogos das pequenas vantagens até as negociatas, GRANDE PASTOR, BISPO E APÓSTOLO, para “conquistar” mais um canal de rádio e televisão com o objetivo de disseminar o evangelho MENTIROSO da prosperidade, da barganha, do esgotamento das relações comunitárias pela exaltação do indivíduo e da cultura do consumo.

Mente você que ora pelo Brasil unido, mas no seu cotidiano rechaça o diferente, não tem disposição ao diálogo e silencia as mulheres, principalmente, sob a frágil e castradora doutrina patriarcal e nebulosa assepsia sacerdotal

Mente você que ora pelo Brasil novo, mas no seu cotidiano levanta os santos de Deus para serem eleitos e usarem o Estado e as suas ferramentas para favorecerem pautas religiosas e não trabalharem pelas demandas de justiça na sociedade, na mais clara repetição do que há de mais velho no jogo das corruptas e corruptoras ações humanas.

Mentem. Vocês mentem quando oram e fazem grandiosos discursos pela moralidade, mas não denunciam vereadores, deputados, prefeitos, senadores, líderes políticos de todas as esferas - “REPRESENTANTES DO POVO DE DEUS” nas casas públicas que são adúlteros, prostitutos, ladrões, que pervertem o direito e a justiça – desde que continuem a favorecer aos seus interesses. Abutres.

E porque mentem, são mentirosas as suas ações, são mentirosos os seus atos, SÃO MENTIROSAS AS SUAS ORAÇÕES. Esterco.

Imagino, cá na minha mediocridade, que a oração desejada e necessária neste momento, consistiria em humilhação sincera e confissão pública da Igreja através dos seus líderes e conclamação a todos, os congregantes ou não, ao arrependimento da vida de jeitinhos e favores, de todos os usos indevidos da máquina pública ao longo dos anos, da não busca por estudar e por não ensinar sobre política e cidadania, direitos e justiça dentro de todos os salões de cultos em todos os cantos do Brasil.

Imagino, cá na minha mediocridade, que a oração desejada e necessária neste momento, devesse ser um pedido de perdão por disseminar o ódio, a violência, o olho por olho e dente por dente, a palavra dura, a vingança.

Eu não acredito nesse movimento de oração, grito vazio de amor e responsabilidade, que está sendo chamado por gente que não se exercita a enxergar o Verbo que se faz carne e continua habitando entre nós, nas nossas dores, desgraças e desfavores tanto quanto em cada singelo gesto de arrependimento que permitimos ao Espírito produzir em nós.

Acredito na oração chamada AMOR, que não me deixa achar descanso fora da minha responsabilidade pelo próximo e que me renova ao trabalhar pela justiça e que me estimula a semear a paz, cujo frutos são a equidade, o respeito, a tolerância, a harmonia, a colaboração, a entrega pessoal – individual e coletiva – para construir uma sociedade referenciada na dinâmica do jardim.

A oração forte e de poder é aquela que me põe de joelho em contínua busca por denunciar a minha degradação moral, que me alimenta para buscar a transformação pessoal, me põe de pé e dá coragem para denunciar TODA forma de injustiça e me motiva a entregar a vida para servir à minha geração. Nessa oração acredito porque isso não posso fazer de mim. Só, e somente só posso fazê-la, se o Espírito mover meu coração, meus lábios, minhas ações.

05 maio, 2017

É preciso limpar as gavetaS

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Limpar gavetas está longe de figurar entre as mais apreciadas tarefas que a adulticie nos reserva e, por isso mesmo não pode ser um ato alucinado de jogar tudo fora ou acomodar as coisas para melhor fechá-las ao final.

Limpar gavetas é um processo, por vezes, demorado, delicado e que requer dedicação, determinação e muito cuidado. O risco, se assim não for, é jogar fora coisas, informações, recordações, histórias ao mesmo tempo em que se guarda lixos, os mais diversos.

É trabalhoso o processo de limpar gavetas - que também exige desapego. Não à toa o adiamos tanto. Mas é necessário, fundamental fazê-lo ou nos tornamos acumuladores.

Documentos, papéis variados, contas, comprovantes de pagamento, registros e material de escritório, cartões, propagandas, cartas, fotografias, poeira. Gavetas entupidas. E na hora de encontrarmos algo de que precisamos é aquele caos ou, para guardarmos algo realmente útil não encontramos espaço, só bagunça e sujeira. Perdemos tempo, momentos, oportunidades e histórias por causa daquilo que já não nos serve mais, mas ainda está ali, ocupando espaço, desordenando nossos dias, desestruturando nossa mente, embotando nossos sentimentos, atrapalhando as nossas decisões.

E por que adiamos tanto encarar as gavetas?

Medo? Preguiça? Tarefas mil? Dispersão? Descuidado? Enfado?

O adequado, talvez, fosse não deixar as gavetas escondidas, não permitir o acúmulo de coisas, dos lixos, das mágoas - sob a poeira do tempo - mas, cotidianamente examinar palavras, atitudes e sentimentos para separar o que pode ser reutilizado, o que precisa  ser reciclado; descartar o que, por qualquer motivo, já não serve e se fez lixo; e preservar e cuidar, para uso contínuo ou necessário, o que merece louvor em nós ou o que de nós se faz possível cultivar ou nos foi dado levar na vida.

Há gavetas de fácil acesso visual e ao alcance da mão. Há aquelas miudinhas, porém, no recôndito da nossa alma, das  quais sequer lembramos, senão para escondermos as coisas que nos apavoram. É preciso recordá-las, abri-las com cuidado, porque a poeira do tempo e suas marcas, muitas vezes, guardam mais feridas que os papéis de histórias, desbotadas e indecifráveis, ali  depositadas.

Cedo ou tarde a necessidade exibirá a tal limpeza das gavetas. Tanto melhor e mais saudável que nos antecipemos.

29 abril, 2017

Entre misérias e emoções manipuláveis

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Do alto da Rodoviária.

Sei lá quantas vezes já passei pela Rodoviária do Plano Piloto (e até virei a noite por lá). Sempre, ali, na plataforma superior, sou atraída a um momento de reflexão a partir da visão da Esplanada dos Ministérios.


À esquerda, Teatro Nacional e por trás, CNI, SESI, IEL, Setor Bancário Norte.

À direita, a Rodoviária para o Entorno, Museu Nacional e pouco atrás, Banco Central, Setor Bancário Sul.

E na visão mais à frente há os ministérios dos dois lados e ao fundo o Congresso Nacional. 
Bem, tem-se a Praça dos Três Poderes. Eles, os Poderes.

Sob a plataforma, seria exagero dizer, o inferno?

Nos horários de pico, um holocausto zumbi. Gentes cansadas de todas os cantos do DF e do Entorno, desesperadamente correndo no troca-troca de ônibus.
Imperam lixo, bichos roedores, roubos, prostituição, tráfico de drogas, exploração de trabalho infantil, mendicância, subempregos, cultos das mais diversas religiões, trabalhadores de toda ordem, jogatina, negociatas, violência policial, abusos de poder econômico, concentração de riqueza.

Um caldo de misérias e esperanças.

Há um quê de fantasia, jogo de visão.
Ilusionismo olhar o Congresso, os Três Poderes a partir da plataforma superior da rodoviária.

Todos aqueles monumentos me tiram da realidade e me percebo, povo brasileiro, a um passo de acessar os poderes que dirigem o país. A sensação, às vezes, é que basta esticar o braço.

Ledo engano. Desafie-se à caminhada da Rodoviária ao Congresso Nacional, por exemplo, às 14h, sol a pino, sede, seca, asfalto queimando os pés, tanta luminosidade que a ausência de óculos escuros pode comprometer a visão.

Ilusão de deserto. Tão perto e tão longe. Grandioso e inacessível.

Nós elegemos representantes e, no caldo das nossas misérias e emoções manipuláveis, terceirizamos inocentemente ou por desprezo do valor que possui, a nossa cidadania. E assim se faz, tão perto - uma rede social, e-mail, ocupação das ruas. Tão longe - quando as decisões são regidas por outros movimentos. Esses dessas casas todas que estão por trás da Esplanada, os bancos e as centrais industriais e por aqueles outros que quase não aparecem nas fotos, pequeninos na imagem, as ocupações opulentas e "nobres" do DF. Ali destinos são definidos.

E o caldo das nossas misérias e emoções manipuláveis apenas engrossa.
Costumo dizer que Brasília é o melhor retrato do Brasil e a rodoviária é um recorte perfeito disso, quando estamos tão perto do poder e ao mesmo tempo, quase que absolutamente excluídos.

Há que se (re) pensar a cidade e seus guetos; o poder e os seus muros; o cidadão e a cidadania. E se não formos nós, estes cidadãos alijados dos espaços de decisão dos seus destinos, não serão eles, das centrais industriais, dos bancos ou dos "nobres" domínios das cidades que o farão.

O despertar da força precisa acontecer e já, antes que o caldo entorne e não haja conserto às nossas misérias e emoções manipuláveis por se perderem completamente no fogo do desprezo que a nossa existência é concebida por aqueles homens e seus podres poderes,  essa regência constante de rumos.

28 abril, 2017

Trabalho e Sindicalismo

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Faltam-nos reflexão e espírito crítico.

Acredito que o Brasil precise de uma reforma previdenciária, de uma reforma trabalhista, de uma reforma tributária e fiscal e, essencialmente, de uma REFORMA POLÍTICA.

A ausência dessa essencial reforma, a política, nos deixa, a todos reféns de um sistema apodrecido que se retroalimenta, ano após ano, e que numa avassaladora capacidade de ação, apodrece também a todos os sistemas de serviços à sociedade - seja através do aparato estatal, seja pela produção econômica nas mais variadas frentes de ação. E nisso. a premissa número um é a sobreposição do interesse individual e de pequenos grupos à coletividade e ao estado de equidade, justiça e desenvolvimento sustentável de que necessitamos.

TRABALHO, EMPREGO E RENDA

Neste país, emprego e renda são gerados, significativamente, pelas quase 9 milhões de micro e pequenas empresas espalhadas de norte a sul, leste a oeste. Segundo o SEBRAE, esses pequenos negócios produzem à economia brasileira 27% do PIB, 52% dos empregos com carteira assinada e 40% dos salários. Entretanto, apesar de serem o motor faz a economia circular, é preciso destacar que os micro e pequenos empresários chegam a tais números e resultados ao preço de uma trajetória heróica e de muitos e profundos sacrifícios pessoais em razão de uma bem viva e indecifrável veia empreendedora somada à responsabilidade que enxergam ter com o país, sabendo o tamanho do impacto negativo do fechamento de negócios.

De onde vem esse sufocamento?

Legislação trabalhista que não atende às demandas e certos aspectos de flexibilidades dos novos tempos e da nova economia e, um sistema de tributação que beneficia grandes corporações.

A reforma em curso, como um trem em altíssima velocidade e sob gestão de um super controle remoto, é o caminho?

Nunca. Pelo menos não creio que o seja.

A reforma trabalhista proposta por um Congresso apodrecido e regido por proposições de sistemas que alimentam seus interesses e não os da população e suas demandas, não serve, não se aplica e por não passar pelos necessários processos de construção com a sociedade e cumprindo, adequadamente, os atos formais e ritos legais, é inaceitável e, não pode vigorar como regime legislativo para o país aquilo feito sob negociações estranhas, na madrugada.

Reforma trabalhista? Em alguns aspectos sim. Antes porém, da reforma tributária e fiscal, não. Fora da reforma política, jamais.

SINDICALISMO

Toda vez que ouço representantes dos sindicatos, em discursos ou elaborações táticas, me sinto numa viagem ao início do século passado. Para os nossos tempos, portanto, palavras vazias, mas nem tanto. Há muito de irracionalidade no que diz e no posicionamento massivo dos ouvintes.

Esse tipo de agir dos sindicatos e sindicalistas os afastam da sociedade e do compromisso de discutir as políticas públicas que afetam aos trabalhadores e assim, os sindicatos passam a ter olhos e sentimentos apenas para os interesses corporativistas em desconexão com a marcha e demandas da sociedade. Pesa ainda, contra grande parte do sindicalismo, sua prostração e rendimento ao aparelhamento político.

Resultado objetivo direto?

Incapacidade de dialogar com a sociedade e por isso, retorno nas mobilizações, em geral, apenas dos seus sindicalizados e gasto de energia em embates e não em construção. O resultado final é o distanciamento do que deveria interessar: as políticas públicas que afetam aos trabalhadores.

Um novo sindicalismo precisa emergir. Mais responsável e comprometido com o trabalhador, que vá além das pautas de carreira, que pense trabalho, emprego, renda e a proteção aos trabalhadores, que se faça proponente e animador de uma nova visão de serviço à sociedade através do trabalho e que confronte e constranja o que ainda hoje persiste no sindicalismo de gritos que nada dizem, jargões vazios de sentido e egos embriagados por escusos interesses políticos - não é disso que a sociedade precisa e os trabalhadores demandam.

Obviamente que o tsumani que está passando sobre os trabalhadores, neste momento, é inaceitável e precisa ser combatido incansavelmente e sob a bandeira da resistência e da esperança de que outro quadro é possível.

UM DESAFIO

O momento nos exige reflexão e espírito crítico sobre o que nos está acontecendo, nas nossas instituições e a partir dos nossos estados reivindicatórios, suas bases e lastros.

Do contrário, ainda como hoje, quando os gritos ecoavam nas frentes sindicais, as perversas condições de trabalho, exploração e submissão a um sistema insano que coloca sempre o acúmulo de capital acima das necessidades humanas, permanecerá na proa das decisões escritas nos palácios em ratificação aos rascunhos propostos pelos interesses das grandes corporações que concentram riqueza, manipulam as decisões políticas e atrapalham os avanços da nova economia que poderia ser libertadora e mais justa.

26 abril, 2017

Sobre Manifestações

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Brasília,

Capital Federal, Sede dos Três Poderes ... deveria ter uma polícia melhor preparada para as dezenas de manifestações populares que aqui ocorrem todos os anos, conforme prescreve a Constituição Afinal, elas são, não apenas importantes, mas necessárias e fundamentais em qualquer processo democrático.

Ao invés disso temos uma polícia incompetente, quando a questão é a relação com as populações em marcha.

Não, não me venham com papo que é o "governo golpista" porque vou às ruas desde 1998, e SEMPRE vi as MESMAS CENAS. Truculência, uso desmedido de força, provocações.

É a cultura MILITAR AUTORITÁRIA E ARBITRÁRIA que é estimulada nos quartéis e centros de formação desses que se colocam em patamar de não cidadãos, em categoria superior, como se ela existisse - e deles transbordam para as ruas.

O que vi ontem, por exemplo, foi de um absurdo tenebroso. Vários idosos indígenas sob fogo cruzado da polícia. Tão ameaçadores eram, aqueles velhos, que nem conseguiam correr, por causa dos limites da idade avançada. Além de mulheres com crianças de peito, como se diz na minha terra, e outras de não maior idade que cinco anos.

Chorei, não apenas em consequência da fumaça agressiva, lágrimas que não se podiam conter, mas também quando passou o seu efeito.

Chorei porque, se à luz do dia - diante de câmeras do mundo inteiro, com transmissão real time - é esse o tratamento que esses povos recebem, fico imaginando o que lhes ocorre nos rincões em que a chancela de polícia e bandidos é o cobre dos senhores feudais do século 21; onde o agronegócio impera e latifúndio é solo sagrado de uma meia dúzia de muito ricos.

Chorei pela humilhação a que submetemos aqueles a quem deveríamos devotar o cuidado dado a um irmão, um parente.

Chorei porque testemunhei que por aqui as páginas da História não viram para os povos indígenas, para os sertanejos, para os negros.

Sexta-feira teremos, ao que se especula (e pelo que torço), um mar de gentes nas ruas, especialmente concentradas na Esplanada dos Ministérios, e seria uma lição de que é possível evoluir,  se hoje e amanhã nos comandos e centros de inteligência das polícias, o que se estivesse discutindo fossem estratégias outras que não a provocação a um povo já cotidianamente violentado pelo Estado e quase todo o seu aparato, porque pasmem, é assim, que a polícia muitas vezes age manifestações: identifica grupos mais vulneráveis a provocações e vai pra cima, PROVOCANDO até desencadear os quase incontroláveis enfrentamentos para desmoralizar os movimentos de rua. Eu vi isso em manifestações em 1998, vi em 2013, vi em 2014, vi em 2015 e vi ontem.

Sim, é claro que em quase toda manifestação vai a turma da perturbação da ordem, da irresponsabilidade, da bagunça, do descompromisso com as causas em pauta. SEMPRE. Agora, até os tolos, como eu, conseguem sem muita dificuldade identificar essas figuras, imagina as forças da inteligência da polícia!

Mas é preciso inteligência, principalmente emocional.

Oremos!