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12 agosto, 2017

Internet, não-partidos e juventudes: elementos da nova política

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Para mim, POLÍTICA é ferramenta de transformação social. Ela pode (e deveria) ser serviço. Também pode (e é na maioria das vezes) dominação de castas.

Partindo do que acredito acerca em soma à revolução digital, como nunca antes, a política cada vez mais será dinâmica e desprendida do locus partidário, fruto de redes e redes em conexões extraordinárias, movidas e existindo como a fluidez da dinâmica social e sem o taco pesado dos partidos políticos.

É a POLÍTICA firme e forte rompendo com o sistema que a escravizou faz tempo.

Ou os partidos se reinventam (alguns tem é que desaparecer e não deixar rastro) para serem movimentos mobilizadores da sociedade ou eles perderão qualquer chance de sobrevivência. E isso logo ali.

Sou contra os partidos?
Não é que eu seja contra. E você pode e DEVE fazer política independente de partido. Eles ainda são necessários. Apenas ainda. Faço parte de um. Aliás, sou dirigente no partido de que faço parte. Aliás, meu ínfimo tempo após minhas pesadas e longas horas de trabalho, NORMALMENTE, são dedicadas a construir esse partido. Estou no partido pelos valores que representa e por se propor a ajudar nessa transição política, a ser um laboratório e PRINCIPALMENTE, por se colocar a serviço da política para CONSTRUÇÃO DE UM ESTADO MOBILIZADOR DA SOCIEDADE.

Hoje recebi um link de atividade no interior da Bahia e lembrei também de uma frente que um amigo ajuda a construir lá nos rincões do Maranhão e Piaui. Em comum: INTERNET, NÃO PARTIDOS (objetivamente) E JUVENTUDES pensando seus municípios, discutindo soluções coletiva e colaborativas, FAZENDO POLÍTICA a partir da dinâmica da sociedade e não limitados ao arsenal dos partidos.

Essa inteligência coletiva e colaborativa a serviço da sociedade é o que vai nos levar a subir um degrau da cidadania. Esse mesmo que as estruturas de poder partidário não nos ajudaram fazer quando assumiram o poder e se embriagaram nele e passaram a existir em função dele.

E, de novo, será a JUVENTUDE (essa mesma que as estruturas arcaicas dos partidos não valoriza) a PROTAGONIZAR a nova política que, dentre outras coisas, é a combinação de valores e princípios do servir à sociedade usando a inteligência coletiva e a colaboração para criar soluções invertendo locus de poder ao seu estado original (o povo) e impondo, como tem que ser, transparência ampla às ações do Estado e todo o seu entorno.

Um viva à era digital.
Um viva à juventude.
Um viva à colaboração.

Que o sistema de concentração de poder se espatife e que o poder seja exercido de modo correto: nas dinâmicas da sociedade, no servir a ela

07 agosto, 2017

Sobre ensino e pesquisa e sucateamento de instituições

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Há uma infinidade de instituições públicas caindo pelas tabelas, especialmente as de ensino e pesquisa.

Sim, creio que temos, todos, que lamentar e protestar contra o abandono, o baixo investimento e, bem, a relação seria bem grande, de todas as mazelas que alcançam essa área. E isso é péssimo para o país. A gente nem tem noção do quanto.

Uma observação é fundamental, creio, e, no mínimo honesta: o caos do setor não é fruto de uma ação recente, e não estou defendendo os ratos no poder atual, afinal, esses mesmos ratos estão há mais de uma década fazendo parte do mesmo mórbido sistema que se mostra deteriorado e quase sem perspectiva agora. Apenas revezaram na posição de comando ou assumiram o comando formalmente.

Problemas sistêmicos são também fruto de ciclos e não de ação isolada.

Faz bem pensar. Se o pensamento procurar investigar origens fica mais decente.

Isso vale para muitas coisas e poderia nos provocar a pensar e repensar vários dos nossos procedimentos como cidadãos, trabalhadores (no Estado ou não); nossa atuação frente às demandas da sociedade, desenvolvimento local e para onde a visão de desenvolvimento do nosso país apontou nos últimos anos e segue ainda agora; nossa perspectiva de vida coletiva e a nossa responsabilidade com a informação, a comunicação, o conhecimento e a ação.

Já chegamos ao caos, de verdade, aquele momento em que nos rebatemos em todo o esterco que produzimos, mas ainda conseguimos, de vez em quando, colocar o nariz para fora e, respirar? Ou vamos esperar o último tombo, quando já não teremos energia para reagir e apenas imergiremos no resultado do abandono à cidadania sob o qual, conscientemente ou não, nós mesmos nos colocamos?

Acredito que fazer-se, tornar-se, assumir-se cidadão exige responsabilidade com o que se diz e faz. É um exercício árduo, uma estrada longa e pedregosa, há espantalhos e bandidos no caminho. Mas é preciso ter raça e decidir-se a prosseguir. Passos firmes e determinados. Ou apenas repetiremos mantras incompreensíveis. Sem sentido, portanto.

04 agosto, 2017

SOBRE JOGOS E PODER

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"Passada a hora de sairmos dos belos discursos e partimos para o jogo", é a frase que me consome há alguns dias.

Jogo: atividade que estabelece quem ganha e quem perde.

Quem define as regras? Questão importante.

Já entrei em alguns jogos, algumas vezes, ao longo dos meus quase 38 anos. Ganhei. Perdi. Não gostei de nenhum dos jogos, em todas a vezes que me prestei e emprestei a eles.

Já fiz parte de jogos, sem consciência disso, e quando me soube peça, morri. Da dura ressaca moral me reergui.

Hoje estou, conscientemente, há um passo de centenas de jogos, de toda ordem. Alguns vejo com clareza. De outros sei, mas não consigo identificá-los.

Tenho uma decisão: meu limite é o jogo. Se lá ele está e consigo seguir  o caminho de servir, missão mestra do meu existir, que seja. Se me for imposto jogar, entrar no jogo, estou fora.

A duras penas tenho me desafiado a ser de um único Senhor. Grande parte das vezes não consigo. Por isso, conscientemente decido: não quero jogos, não entro em jogos e nenhuma missão valerá a pena ou significado terá, se entrar em jogos for condição.

Não. Nem todos os jogos são sujos. Mas todos são vorazes. Há aqueles que sangram corpos e os que sangram almas e sonhos.

Há jogos que maculam mãos e reputações e os que maculam a ser humanidade que se perde de modo ainda mais sutil na anestesia das almas à fraternidade, ao respeito e reconhecimento do outro, à disposição colaborativa, à generosidade. Essas coisas todas, que em suas subjetividades, não agregam valor aos jogos, especialmente sobre poder, ainda aqueles que não envolvam corrupção.

Se ainda tenho condições à escolha e a minha escravidão sou eu, escolho na minha mente, permitir-me à obsolescência da vida solitária, sem as divertidas conexões dos jogos e sua adrenalina mórbida.

Poder que vale é aquele da contracultura.

E contra os jogos, o que a gente faz?

Acredito no cultivo de princípios e valores. Sempre!

20 julho, 2017

Não me moleste

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Ah, para!

A Bíblia é um livro vivo, dinâmico. Escrito ontem, para orientar princípios e valores saudáveis, para orientar a identificação do verbo encarnado. Escrito hoje, aqui e agora, no reconhecimento do Cristo, nas relações, no cuidado, no serviço, na prática da justiça.

O Livro só é sagrado na medida em que revela, pela dinâmica do serviço, Cristo em nós. Do contrário, é só um livro velho.

Heresia? Talvez.
Uma certeza: não tenho a menor pretensão de estar certa. Esse tempo, graças a Deus, já passou e o meu compromisso hoje é não deixá-lo se realizar novamente. Não quero mais o mundo das certezas.

Quanto à sua teologia?
Que bom que a tem. As vezes o invejo. Em todas as outras, tento compreender os saberes todos que o Espírito produz, vivo em mim e em todos os outros seres, de modo tão mais profundo e eficaz quanto me interesso por ser mais uma e desenvolvo a consistência de que a Verdade se releva na coletividade. Fora disso, fique com a sua teologia e eu com a minha heresia. Prestarei conta dela.

E amanhã?
O Espírito do Eterno poderá me disciplinar, na Palavra que se revela na comunhão, e eu poderei ter outra consciência ou me aprofundar nesta, fazendo-me mais consistente.

Por ora, não me moleste!

16 julho, 2017

DIVÓRCIOS e SONHOS

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A gente sonha e casa com os sonhos. É sempre assim. Ou pelo menos quase sempre.

Planos. Enamoramentos. Mergulhos profundos. Desejos. Pele quente. Suor. Pele fria. Medo. Ansiedade. Êxtase. Lágrimas. Risos. Gargalhadas. Frustrações. Insônia. Força sobrehumana. Fé inabalável. Trabalho incansável. Energia infinda.

E começa a nascer.
O tempo não para.

Pensamento afirmativo ao próprio pensamento e aos sentimentos mil de mil momentos loucos: "eu sabia que iria funcionar", "vai valer a pena".

Possibilidades. Renovo. Percalços. Decisões erradas. Rupturas profundas. Alianças aos pedaços. Confiança destruída.

Sonhos na lama. Nome, reputação em cinzas. Escombros.

Incerteza. Prejuízos. Brigas. Ações fraudulentas.

Pesa. A responsabilidade pesa.

Senso de responsabilidade grita, orienta, define e não isenta, nenhuma ação.

Escolhas. Ser.

Advogados. Dívidas. Dúvidas. Empréstimos.

Família.
Amigos.

Aprender a repensar as relações, o significado de ser para não perder a fé no ser.

Desafios. Superação. Autonomia. Descobertas.

Mesmos lugares, outros mundos.

Novos olhares. Transformação.

Missão: servir.
Desafio: existir com significado.

12 de julho de 2017, finalmente divorciada.

Não, não estive casada. Apenas uso a metáfora da contabilidade daquele 13 de junho de 2006, quando assinei um contrato social de um sonho.

Inocente, pura e besta, como é próprio dos jovens de 25 anos de idade, especialmente quando se preza, antes do dinheiro, os ideais.

29 de janeiro de 2012, aos frangalhos o sonho fugia pela janela atrás de um assobio na praça. Do outro lado da janela, escura a alma ficava e, lentamente lágrimas enlutadas escorriam a face do outro sonho desfigurado.

03 de janeiro de 2015, etapa um, divórcio lento e caro. Vida segue. Existir necessário. Impedimentos desfeitos.

12 de julho de 2017. Livre.

Gratidão pelos sonhos e todos os seus emaranhados. Sim, mesmo as dores -
que me fizeram mais forte, me revelaram gente, me abriram olhos à resiliência que me possui.

Gratidão, me possua sempre, hoje e agora e amanhã.

Novos sonhos já os rascunho porque "o correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem..."

Vai, Ádila Lopes, superar-se é uma benção!