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Preste atenção à energia do seu time

// Você é líder? Quanto tem se dedicado a prestar atenção à energia do seu time? O que ela lhe tem comunicado? O quanto isso importa para você? . . A construção coletiva que produz transformações duradouras é fruto de compromisso por causas. O que quer dizer que o dinheiro e a remuneração são úteis e necessários, dado o modo de organização social que impõe a todos buscar uma certa estrutura digna que lhes atenda a vida e suas nuances. Mas o que sustenta as pessoas é saberem-se potentes na construção em curso, respeitadas, valorizadas, consideradas. Daí que muitas jornadas se tornam tortuosas e torturantes por tecnismo exagerado e, pior, pela não percepção da parte mais importante nos projetos e construções, sejam quais forem: as pessoas e a energia que possuem. Você está em posição de liderança? Quanto tem se dedicado a prestar atenção à energia do seu time? O que ela lhe tem comunicado? O quanto isso importa para você? Talvez a habilidade mais significativa que deva desenvolver seja a

A vida é invenção

A vida é invenção, como a refeição que a gente se dá a inventar. O meu processo é muitas vezes assim. O que tenho? Vejo. Observo. Penso um pouco. Às vezes pesquiso. Então, faço a minha receita. Às vezes sai melhor que encomenda. Outras vezes atende à necessidade primordial. Noutras, todavia, é mera decepção. E a gente se reinventa para outra invenção. A grande delícia para que o existir não se faça sempre insosso, talvez resida nisso: aventurar-se a pequenas experimentações. Daquelas que não nos agridem. Aí a gente descobre sabores e suas combinações. A gente vive a saciedade e o alimentar da alma, o renovar do ânimo. E então, a gente vai aos poucos descobrindo a vida e sabendo-a bonita. O que você tem hoje para fazer uma experiência de bem viver? Que sabores a combinar? Que arranjos possíveis? Só não deixe vencer e estragar, os ingredientes. Eles têm prazo de validade. Sempre tem. E as letrinhas são bem pequenas. Quase nunca conseguimos discerni-las. #pensandoalto #pensand

Respeito

Quando eu era menina adorava ler dicionários. Para mim eram universos de palavras que abrindo outras palavras e estas abrindo outros universos, numa infinita cadeia de conexões e seus significados.  Minha mente ia à loucura. Ficava serelepe. Eufórica. Eu, em completa ansiedade para encontrar contexto de uso àquelas novas descobertas. As palavras sempre me impressionaram. E o sentido, então! Desde ontem tenho refletido muito especialmente, sobre uma palavra cujo sentido nos tem passado em branco. RESPEITO. Sempre considerei que conhecer uma palavra me tornava mais rica, porque me ampliava a visão, posto que uma palavra não fecha um conceito, mas o conecta a outro, cria pontes entre mundos que distantes estavam e que, de outro modo não se aproximariam, e apontam às divergências - sem necessariamente promover exclusão de existir. Depois passei a considerar que as palavras, como a vida cuja origem está nelas, assim acredito, são dinâmicas. Ou seja, elas não se fazem estanques nas eras da e

São encantos

Teu sorriso tímido. Teu olhar discreto. Tua voz serena. Teus comedidos gestos. Tuas mãos macias. Fosse eu artista das palavras, Te descreveria em bela prosa, Te eternizaria em poesia. ... Não tendo tais dons, guardo-te na memória dos meus pequenos versos, das rabiscadas frases em papel de pão, a partir dos cheiros e jeitos que só você sabe ter e ser.

CICLO DOS COMUNS. ABRIGO.

Às vezes nossos corações são tão multidões de medos, inconstâncias e certezas, que sufocamos em nós mesmos todos os espaços ao acolhimento à escuta, à afeição, às histórias dos nossos convivas, ao riso despretensioso, ao toque, ao olhar, ao abraço - matérias da atenção, da consideração, do coração que outro coração hospeda, fazendo-se a ele lar que recebe outra existência, de modo a colaborar para que ela se faça vida. Nas nossas próprias multidõe s  nos amesquinhamos e deixamos de ser abrigo, fazendo-nos apenas deserto. Meus últimos anos tem sido um rico ciclo de acolhimento. Tenho-me percebido abraçada por pessoas - gente diversa de mim e ao mesmo tempo tão profundamente em conexão comigo, porque nossas almas anseiam espaços muito semelhantes para os valores do comum e da unidade na diversidade, do respeito e do afeto. Tenho-me transformado e isso é divino. Acredito que esses ciclos me tem feito uma pessoa melhor. Isso é divino. É divino quando nos transformamos,

JESUS NÃO FAZ SOZINHO

É, camarada, tem coisas que Jesus NÃO vai fazer. Ele fez da água vinho. Lavar as taças é com você. Ele multiplicou pães e peixes. Encontrar a base pra isso e distribuir para os famintos é com você. Parte da missão é dEle. Tipo, o sobrenatural (se você acredita nisso). A outra é nossa.  Servir o vinho para TODOS. Servir os pães e peixes para TODOS. Além da lição: a louça é tua, camarada. Fico aqui pensando que há outras, ainda mais desprezadas. Bora lá, cambada, fazer uma forcinha pra entender a mensagem e o ensino do Cristo? Quando digo VOCÊ estou querendo dizer NÓS. Não acredito no EU/VOCÊ, sozinho. Só no eu/você com pelo menos mais um que vira NÓS. Jesus faz a partir de um movimento nosso. Exemplo: pomos água nas talhas, Ele transforma em vinho, nós servimos; identificamos a fome e damos a ideia fácil (mandar as pessoas pra suas casas), ele nos joga na real (dá-lhes vós de comer), ele nos questiona o que temos, apresentamos cinco pães e dois peixes, ele multiplica, nós servimos. Saco

REVISITANDO IDEIAS E IDEAIS

A cultura fast-food nos escraviza ao produto acabado e pronto para o consumo. Isso apequena a mente e nos impõe o tóxico comportamento da quase sempre não adesão aos processos, numa atitude (às vezes) imprensada contra a lógica da existência, que é processual, cumulativa, congregadora e refinadora. U ma das razões, talvez, seja porque que dá trabalho e um deles é nos impormos à disciplina de sempre revisitarmos ideias, ideais, rascunhos, projetos, sonhos para que não nos embeveçamos pelo produto acabado e esqueçamos que "é caminhando que se faz o caminho". A REDE Sustentabilidade é a minha única filiação partidária, isso muito embora, desde a escola eu vivesse me metendo em coisas que me aproximavam de partidos. Nunca quis ir além de próximo quase distante. Razões mil. Juntei-me à REDE em dezembro de 2013 atraída por esse trecho do Manifesto Partidário: " Acreditamos que as redes, como forma de agregação e organização, são uma invenção do presente que faz a ponte