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Partidos não possuem o monopólio da política

A foto é de 2018 e o cartaz original diz que os partidos não são donos do Estado. É verdade. E isso precisa ficar bem claro.
É também verdade que PARTIDOS NÃO POSSUEM O MONOPÓLIO DA POLÍTICA.
Vamos lá.
1. Os partidos são muito importantes, fundamentais na política.
2. Sou filiada a um partido político e trabalho ardorosamente para construí-lo. É a @redesustentabilidade. Aliás, sou dirigente partidária e compartilho a responsabilidade de porta-voz desse partido aqui no DF (o que corresponde à presidência em outras organizações partidárias).
3. Se a sustentabilidade ética, social, econômica, cultural, estética, política e ambiental diz algo para você, muito provavelmente eu desejarei muito que você construa a REDE conosco.
Mas, veja bem, OS PARTIDOS precisam aprender que NÃO POSSUEM O MONOPÓLIO DA POLÍTICA.
Os partidos precisam aprender a respeitar o espaço do protagonismo da sociedade e reconhecer seu valor.
E mais, os partidos precisam aprender a se colocar a serviço dos núcleos vivos da sociedade sem se apropriar deles, sem cooptá-los, sem impor partidarização a eles.
O que fazer?
Penso que a primeira coisa é reconhecer que essa é uma necessidade.
Depois é exercício de pensar sobre como nós, partidários e partidos, podemos nos relacionar e construir junto com os movimentos da sociedade civil sem invisibilizá-los, sem lhes impor nossos símbolos, respeitando seus espaços, reconhecendo seus protagonismos, desenvolvendo cooperação e serviço.
Penso, sobretudo, que isso é virada de cultura. Portanto, processual.
Para mim é muito incômodo e mesmo incoerente, partidos que trabalham sob bandeiras de respeito, não reconhecerem e não respeitarem espaços de quem não queira bandeira partidária.
Claro que é preciso aos movimentos da sociedade civil não quererem apagar a legitimidade e importância dos partidos. Eles são legítimos e importam. Há determinadas lutas impossíveis sem eles.
Mas, entendo que a responsabilidade dos partidos nesse dilema é sempre maior.
E se nos puséssemos a esse exercício, partidos, de perguntar às pessoas sobre o tipo de relação que gostariam de construir conosco ou quais caminhos pensam podemos construir juntos?

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