Pular para o conteúdo principal

Brasília está de luto, um menino de 11 anos morreu

Na manhã desse domingo uma criança de 11 anos foi encontrada amarrada e carbonizada em uma região da Santa Luzia, na Cidade Estrutural.
Diante de algo tão cruel e violento precisamos refletir no tipo de cuidado e atenção que damos as nossas crianças e nos níveis de barbárie que temos estabelecido nas nossas relações sociais.
  • Uma criança é sempre responsabilidade de toda a sociedade e não apenas de seus familiares.

Brasília perde e deveria amanhecer de luto. Todos precisam saber que um menino morreu queimado e que isso é responsabilidade de todos nós. Que isso é um absurdo e deve paralisar nossas rotinas e nos fazer refletir nas escolhas que temos feito enquanto sociedade.
Na segunda-feira em todas as escolas e em todos os espaços de trabalho e atividades coletivas deveria haver um minuto de silêncio e homenagens a esse menino desconhecido, mas que se torna tão presente em nossas vidas pela tristeza que nos causa saber que morreu tão cedo e de forma tão cruel.
  • Esse menino precisa mudar as nossas práticas de indiferença, ignorância e estupidez.

Alguns seguimentos religiosos acreditam que uma criança quando morre segue direto para o que se chama de céu isso porque uma criança jamais deveria morrer. Uma criança jamais deveria ser morta.
Se em algum lugar dessa cidade uma criança morre pela força de uma outra criança ou de um adulto, toda cidade foi afetada e precisa se mobilizar para que isso não aconteça.
  • Brasília está de luto, um menino de 11 anos morreu.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os olhos são as janelas do corpo (ou da alma)

Diz a sabedoria: "Os olhos são as janelas do corpo. Se vocês abrirem bem os olhos, com admiração e fé, seu corpo se encherá de luz. Se viverem com olhos cheios de cobiça e desconfiança, seu corpo será um celeiro cheio de grãos mofados. Se fecharem as cortinas dessas janelas, sua vida será uma escuridão." Eu adaptaria para os olhos são as janelas da alma. Por mais óbvio seja, parece que recorrentemente é necessário dizer o quanto nós julgamos as pessoas por aquilo que somos capazes de fazer. E quase sempre isso dista, anos luz, do que elas realmente estão fazendo ou considerando fazer. Então, em um processo de rupturas, por exemplo, se nós somos do tipo agressivo e violento que atua para enxotar as pessoas dos espaços e fazer os mais ardilosos arranjos de modo nos garantirmos em estruturas de micro-poder, é assim que lemos as outras pessoas e começamos a desenvolver pensamentos e medidas conspiratórias em lugares que somente nós encontramos os males imaginados. E e...

Uma nova cultura política como legado

As movimentações recentes no calendário político-policial nacional revelam um quadro que nos sinaliza o tamanho da responsabilidade da REDE e de todas as forças políticas decentes desse país. Essa responsabilidade, penso, é muito maior e mais significativa na medida em que os caminhos menos dolorosos são as nossas primeiras opções quando estamos sob pressão. E TODOS - do brasileiro mais simples ao maior agente político desse país, tendo ou não reserva moral - estamos sob intensa pressão. E assim, claro, é menos doloroso encarar "as soluções" habituais, que podem se travestir na polarização e que nos forçam, na ânsia por resposta rápida, à junção com outras forças políticas quaisquer, apenas para falar algo, ainda que não se tenha nada efetivamente a dizer, quando o que cabe é refletir. Pode ser este o caminho? É sempre uma opção. Apenas, muito privadamente vejo nessa opção, uma busca por achar um novo salvador da pátria que nos livre da nossa desgraça maior de não sabe...

Narrativas. Vida. Caos. Desesperança.

  Quando eu era pastora repetia com muita frequência, aos membros da igreja, sobre a necessidade de submeterem o que ouviam de mim ao crivo do Evangelho, aprendi isso com o bispo Douglas e com o Paulo, o apóstolo rabugento (e por vezes preconceituoso), mas também zeloso com a missão cristã assumida. Outra coisa que eu repetia era que as pessoas só conseguiriam se desenvolver se exercitassem a capacidade de pensar. Nunca acreditei num Deus que aprecia obediência cega, seres incapazes de fazer perguntas. E cada vez mais falo a Deus que se ele não conseguir se relacionar com as minhas dúvidas, meus questionamentos, as tensões do meus dilemas e mesmo cada um dos incontáveis momentos em que duvido até dele, então ele não é Deus. Será apenas um pequeno fantasma das minhas invencionices mentais, portanto, irreal. E por que isso aqui da gaveta das minhas convicções e incertezas? Assim? A nossa História é basicamente um amontoado de narrativas. Ora elas nos embalam na noite escura e fria. O...