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Amor que nos faz a imagem de Deus

A Igreja tem e precisa entender e assumir o seu papel social (e não é sair distribuindo pão, vai além disso). 

E sabe de uma coisa? Tem um manual para isso, cuja síntese está em amar ao Senhor.

Muitas vezes queremos fórmulas especiais para a manifestação do amor ao Senhor, quando na verdade, tudo já está diante de nós.

Se seguimos o manual e amarmos ao Senhor acima de todas as coisas, será natural a manifestação desse amor:
  • em renúncia completa, total e absoluta;
  • em esvaziarmo-nos para vivermos a vida do Senhor e não mais a nossa;
  • em amor ao próximo;
  • numa verdadeira disposição para parar, ouvir e obedecer ao Pai, somente a Ele;
  • em contraposição (por todas as coisas anteriormente ditas), à indiferença latente que rege a vida dos "cristãos", tão ocupados com as tarefas de suas instituições, que relegam as pessoas a um grau abaixo dos afazeres institucionais;
  • na inserção na realidade e vida do próximo, que nos faz romper as barreiras separatistas, fazendo-nos compreender que se nos permitirmos ser uns com eles (aqueles que não tem quem por eles se posicionem), nisso o Senhor será em nós reconhecido.
Há tempos perdemos a compreensão de que o nosso alvo é a eternidade e que ela começa a ser construída aqui e agora.

Grandes templos ... se não tiver amor, nada disso se aproveitará.
Mega eventos ... se não tiver amor, nada disso se aproveitará.
Falar de Jesus a todo a criatura ... se não tiver amor, nada disso se aproveitará.
Manifestação de dons sobrenaturais ... se não tiver amor, nada disso se aproveitará.

E o amor se manifesta nas pequenas coisas ... "você que diz que me adora, mas não estende a mão".

Que o mal do século não nos consuma mais.

Que a busca por ter, não continue a sobrepujar a busca de ser à semelhança do Cristo que, "embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz (Filipenses 2:6-8)".

Que a disposição por tomar a cruz e segui-Lo seja a nossa pauta diária, não em discursos, mas em verdade manifesta nas nossas escolhas.

Que entendamos que igreja não é ajuntamento de pessoas para uma celebração e que a celebração dominical deve ser apenas resultado do que vivemos a cada instante: entrega de vida a Ele, por ele e para ele. Vida de entrega vista e reconhecida em relacionamentos com pessoas. Vida construída sobre o alicerce que sustenta toda a humanidade até a eternidade e que torna a construção realmente útil, o amor. Sem ele nada deveria ser feito e o amor é o que nos pode fazer, outra vez, ser a imagem de Deus.

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