Pular para o conteúdo principal

Afinal, o que queremos?

Dizemos querer Deus, mas O ouvimos diariamente e não atendemos.

Dizemos querer nos relacionar e viver em comunhão, mas permanecemos encalacrados na nossa realidade e não vamos na direção do outro e não nos damos a conhecer. Assim, parece que não queremos ou fingimos não perceber que não se pode construir relacionamentos sólidos e relevante, sem que se contemple a necessidade de que todas as partes envolvidas devem se mostrar umas as outras.

Dizemos que queremos imergir na realidade do Reino, mas não nos permitimos conhecer, muito menos ser dirigidos pela Lei que impera no Reino, pois não há reino sem comando de uma lei.

Dizemos que queremos ser filhos,mas não admitimos que o DNA carnal deva ser completamente esquecido, numa compreensão de processo espiritual exige que nos transformemos radicalmente, de modo a não mais reconhecer-se em nós as nossas marcas e identidade natural, mas as marcas e identidade espiritual do nosso Pai espiritual, o Senhor.

Enfim, fica então, um ponto sobre o qual refletirmos: afinal, o que queremos?

E não nos esqueçamos, TUDO começa e termina nEle. Assim, se não ouvirmos a sua voz, e não o deixarmos ser a nossa vida, e não tomarmos a firme disposição de obedecê-Lo, a despeito de, simplesmente é impossível comunhão, ou viver o reino, ou sermos filhos.

Até breve.

Ádila Lopes

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Democracia e representatividade: por que a anistia aos partidos políticos é um retrocesso

Tramita a passos largos na Câmara dos Deputados, e só não foi provado hoje (2/maio) porque teve pedido de vistas, a PEC que prevê anistia aos partidos políticos por propaganda abusiva e irregularidades na distribuição do fundo eleitoral para mulheres e negros. E na ânsia pelo perdão do não cumprimento da lei, abraçam-se direita e esquerda, conservadores e progressistas. No Brasil, ainda que mulheres sejam mais que 52% da população, a sub-representação feminina na política institucional é a regra. São apenas 77 deputadas entre os 513 parlamentares (cerca de 15%). E no Senado, as mulheres ocupam apenas 13 das 81 cadeiras, correspondendo a 16% de representação. Levantamentos realizados pela Gênero e Número dão conta que apenas 12,6% das cadeiras nos executivos estaduais são ocupadas por mulheres. E nas assembleias legislativas e distrital esse percentual é de 16,4%. Quando avançamos para o recorte de raça, embora tenhamos percentual de eleitos um pouco mais elevado no nível federal, a ime...

Os olhos são as janelas do corpo (ou da alma)

Diz a sabedoria: "Os olhos são as janelas do corpo. Se vocês abrirem bem os olhos, com admiração e fé, seu corpo se encherá de luz. Se viverem com olhos cheios de cobiça e desconfiança, seu corpo será um celeiro cheio de grãos mofados. Se fecharem as cortinas dessas janelas, sua vida será uma escuridão." Eu adaptaria para os olhos são as janelas da alma. Por mais óbvio seja, parece que recorrentemente é necessário dizer o quanto nós julgamos as pessoas por aquilo que somos capazes de fazer. E quase sempre isso dista, anos luz, do que elas realmente estão fazendo ou considerando fazer. Então, em um processo de rupturas, por exemplo, se nós somos do tipo agressivo e violento que atua para enxotar as pessoas dos espaços e fazer os mais ardilosos arranjos de modo nos garantirmos em estruturas de micro-poder, é assim que lemos as outras pessoas e começamos a desenvolver pensamentos e medidas conspiratórias em lugares que somente nós encontramos os males imaginados. E e...

Reforma?

Daqui 11 dias celebraremos 505 anos da reforma protestante.  Naquele 31 de outubro de 1517 dava-se início ao movimento reformista, que dentre seus legados está a separação de Estado e Igreja. É legado da reforma também o ensino sobre o sacerdócio de todos os santos, na busca por resgatar alguns princípios basilares da fé cristã, que se tinham perdido na promíscua relação do poder religioso com o poder político. E, co mo basicamente todo movimento humano de ruptura, a reforma tem muitas motivações e violência de natureza variada. No fim, sim, a reforma tem sido muito positiva social, política, economicamente e nos conferiu uma necessária liberdade de culto.  Mas, nós cristãos protestantes/evangélicos, teremos o que celebrar dia 31?  Restará em nossas memórias algum registro dos legados da reforma? Quando a igreja coloca de lado seu papel de comunidade de fé, que acolhe e cura pessoas e passa a disputar o poder temporal, misturar-se à autoridade institucional da política, e...