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Régia Esperança

Hoje vou apenas fazer uma republicação de um artigo 04/06/2012, data emblemática para mim.

Régia Esperança

Estou a milhares de metros de altura e da janela observo agora, veias de água em rios, ribeiros e igarapés, cortando o cerrado e cercadas pela vida que delas emanam.

O verde da régia esperança que insiste, apesar dos maus tratos que lhe foram impostos pela ganância ou simples desprezo de valor, é renovador e fala, e grita: 
→ insista, contra os contratempos, insista;
→ mesmo contra o vento, insista;
→ no desfavor e falta de alento, insista;
→ sem estrutura ou sob abalo intenso, insista e não permita que o ressentimento permaneça nas suas veias e contamine a esperança, que como um rio, água no meio do nada, inabitado, produz vida por onde passa e faz ressurgir uma nova vida sobre a anterior destruída ou inibida de se mostrar.

É sobre e a partir das veias de esperança em nosso ânimo, que alimentamos a vida. Pois se o corpo precisa de pão e água, descanso e ação, a alma precisa de uma esperança que se renove na fé diária de que fomos trazidos à vida para existir, coexistir e fazer valer, a nós e a outrem, os nossos dias aqui. E o valer a pena está na capacidade de ressurgirmos, quando em cinza nos tornamos, e outra vez levantarmos, quando em ruínas interiores nos decompomos para dizer a nós mesmos que até o último suspiro do nosso corpo, nossa alma manterá viva a esperança, o combustível da própria vida.

A minha esperança está na certeza do rio de vida que jorra dentro de mim.

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva".  
João 7:38

Que estas águas fluam, continuamente, em nós, como força e esperança para levarmos vida a todos os lugares pela Vida que em nós habita.

Até breve!

Ádila Lopes

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